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Você se sente uma estranha no ninho?

Muitas mulheres se sentem assim no ninho que chamamos convívio social. Olhando para sua família e vendo que parece que vieram de outro planeta, sentindo que não faz parte daquilo.

No último 08 de março, Dia Internacional das Mulheres, voltamos com a leitura do livro Mulheres que Correm com Lobos, em um Grupo de Estudos Exclusivo para mulheres, um lugar seguro e acolhedor para aprofundarmos em nosso autoconhecimento tomando como base a leitura em grupo dos capítulos do livro e associando, sempre, com a filosofia do tantra não dual.

No capítulo 6 “A procura da nossa turma: A sensação da integração como uma bênção” Clarissa vai profundo voltando à nossa infância e fala sobre a criança perdida e negligenciada. Ela traz essa discussão a partir do conto do Patinho Feio, que foi escrito por Hans Christian e foi publicada pela
primeira vez em 1845. Essa história tem o objetivo de incentivar sucessivas gerações de “gente diferente” a aguentar até encontrar sua turma.

O resumo desse conto é o seguinte: Uma criatura nasce no meio dos ovos de pato. Esse pato nascido era diferente dos outros. Todos zombavam dele até ele procurar refúgio em outros lugares. Ele resolveu fugir de sua família e de todos aqueles que zombavam dele. Encontrava grupos que pareciam melhores, mas depois se revelavam como os outros. Durante essa busca por sua própria identidade ele corria risco de vida e se sentia humilhado.
Finalmente, ele ficou paralisado quando se deparou com um grupo de seres lindos: Cisnes! Quando se deparou com seu reflexo na água viu que era exatamente como eles. Finalmente encontrou sua família. O que havia acontecido foi que o seu ovo havia rolado para um ninho de patos. Ele era um cisne esplendoroso.

A questão do “exílio” é antiquíssima em várias histórias. São muitas causas que podem levar um “ser estranho” para esse lugar e sofrer consequências que ele não merecia. Quando a vibração específica da alma de um indivíduo é cercada de aceitação e reconhecimento psíquico, a pessoa sente a vida e a força como nunca se sentiu antes. Descobrir com certeza qual é a sua verdadeira família psíquica
proporciona ao indivíduo a vitalidade e a sensação de pertencer a um todo.

O Patinho Feio e o Tantra Não Dual

A socialização feminina, automaticamente, nos coloca em um lugar de complacentes, submissas, maternas e silenciosas. Quantas vezes ouvimos “Mas você é prof de yoga? Precisa ser mais calma; Vai meditar; Não julgue”. O silenciamento das mulheres no meio do Yoga é ainda mais violento comum e
não deixam que sejamos quem somos. Me arrisco a dizer que esse meio é um dos mais violentos para mulheres estar. Porque nos obrigam e nos chantageiam a sermos pessoas que não somos em “nome da espiritualidade”. Se você não consegue ser melhor do que isso você não está pronta para o Yoga. O Yoga não é para pessoas como você.

O Tantra não dual é uma filosofia que nos abraça e conseguimos ver aquele reflexo do cisne através do lago. Nos reconhecendo de volta como a potência divina. A moral da história é que nunca fomos “feias” ou “inadequadas”, mas as pessoas nos viam assim porque é o que elas são.

Dentro do Tantra não dual nós entendemos que ninguém está experienciando a realidade em si, mas, sim, um construto mental da realidade que chamamos de Vikalpa. Durante a busca pelo auto(re)conhecimento a ideia é que possamos chegar mais perto possível do construto mental mais alinhado com a realidade. Pessoas que estão ali preocupadas em dizer o quanto você não é
adequada estão olhando para a vida como elas são e não como realmente é.

O Cisne nada mais é do que o reflexo de nossa potência (Śakti) através da consciência (Śiva). Voltar às raízes de volta ao nosso instinto selvagem, sem silenciá-lo é o que nos conecta com nós mesmos. A importância da “família”/Kula no Yoga para que você se sinta a vontade a falar sobre suas experiências é essencial.

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Eu sou a Larissa Farias, idealizadora do YogandoBR. Criei este espaço para compartilhar o Yoga para mais e mais pessoas. Espero que vocês se sintam inspirados. @yogandobr

contato@yogandobr.com

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